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Os rins humanos têm o formato de grão de feijão, mas bem maiores. Eles medem, em média, 10 cm de comprimento, 5 cm de largura e 3 cm de profundidade. Em cada um deles existem mais de um milhão de pequenas estruturas chamadas néfrons, para filtrar as impurezas do corpo.
Ficam na altura da cintura, na parte de trás do abdômen, um de cada lado da coluna, protegidos pelas últimas costelas.Como aprendemos na escola, os rins fazem parte do sistema excretor do corpo humano, juntamente com a bexiga, os ureteres, a uretra e as glândulas supra-renais, mas não é só isso, eles têm um trabalho árduo e constante e, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, filtram todo o sangue de uma pessoa, cerca de 12 vezes por hora. Nessa ação contínua, devolvem o sangue sem as impurezas para o corpo e eliminam pela bexiga o que não é essencial, ou seja, cerca de um litro e meio de urina por dia. E não para por aí. Os rins ainda regulam a formação do sangue e a produção de glóbulos vermelhos, equilibram a pressão sanguínea, controlam o processo químico e os líquidos no organismo. Se os rins não funcionam bem, sua saúde vai mal e isso ainda atrapalha a sua dieta. As roupas que entravam com tanta facilidade no dia anterior agora precisam daquele famoso jeitinho para abotoar. E o rosto, então, amanheceu inchado, principalmente ao redor dos olhos. Você não engordou. É que seu corpo está retendo líquidos. Tenha certeza: uma dieta saudável depende do bom funcionamento do organismo. Portanto, veja o que você pode fazer pelo seu regime e pela sua vida, cuidando destes filtros, que limpam o sangue, jogam para longe as impurezas e mantém sua energia e robustez. Antes de achar que você foi boicotado pelo destino, reveja seus hábitos. Pense se não exagerou no sal no dia anterior, se a bexiga não está pedindo para ser esvaziada com mais frequência, se sente alguma ardência ao urinar. Encontrou algum destes sinais? É hora de ver o médico, pois pode haver disfunção renal. Mais de um milhão e meio de brasileiros apresentam algum grau deste problema, segundo dados do Ministério da Saúde, e a maioria dos distúrbios, quando tratados logo de início, nem são tão graves assim. É preciso ficar atento e consultar um nefrologista, pois só ele pode avaliar, receitar e evitar que complicações maiores se instalem. SINTOMAS DE DISFUNÇÃO RENAL Existem vários sinais da sobrecarga dos rins. Muitos deles são frequentes e quase todo mundo já sentiu um dia. Outros são bem específicos, mas todos exigem atenção e cuidados médicos. Veja aqui os sintomas listados pela Sociedade Brasileira de Nefrologia: . alteração na cor do urina (fica escurecida); dor ou ardor ao urinar; vontade de urinar toda hora; levantar mais de uma vez à noite para urinar; inchaço dos tornozelos ou ao redor dos olhos; dor lombar, que não piora com movimentos; pressão sanguínea elevada; diabetes; urina com muita espuma, anemia (palidez anormal), fraqueza e desânimo constantes; náuseas e vômitos frequentes pela manhã; histórico de pedras nos rins. Se você tem presente um ou mais dos sintomas listados, procure logo um médico, já que a maioria dos problemas renais, logo no início, pode ser revertido. Um deles é a nefrolitíase, as temidas "pedras nos rins", que causam uma cólica tão intensa, que dá até ânsia de vômito. Preste atenção e faça os tratamentos adequados se os médicos constatarem infecções repetidas: os cálculos renais, as obstruções, rins policísticos e a inflamação crônica dos rins, sem controle. "Os rins também são afetados por doenças sistêmicas como a hipertensão e o diabetes", explica José Rubens Rodrigues do Nascimento, nefrologista do Hospital Santa Paula (SP). Cuidado! Com o tempo, os órgãos podem não cumprir mais o seu papel. Daí resta a hemodiálise, que é a filtração mecânica do sangue. Para garantir a saúde destes gêmeos vitais, "é necessária uma hidratação adequada - cerca de dois litros de água por dia - e uma alimentação balanceada sem excesso de sal", recomenda o médico José Rubens. "E excluir todos os alimentos ligados à origem da disfunção renal". Por exemplo, se a pessoa tem diabetes, deve seguir uma dieta pobre em açúcares e tomar os remédios prescritos pelo médico; se for hipertensão a doença que sobrecarrega os rins, ela deve ser controlada com uma alimentação equilibrada e, às vezes, com remédios que são, inclusive, diuréticos. Mas não é tão simples assim. O que ocorre, em geral, é que as doenças afetam ambos os rins. Nesses casos, o paciente precisa de uma diálise peritoneal, hemodiálise ou até um transplante renal, esclarece o Dr. José Rubens. Na hemodiálise, o sangue passa por um filtro onde as substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo são retirados. Ainda segundo os protocolos da Sociedade Brasileira de Nefrologia, a hemodiálise pode ser realizada três vezes por semana, em sessões de três a quatro horas, com o auxílio de uma máquina, em clínicas especializadas. Já a diálise peritoneal funciona de maneira diferente. Em vez de utilizar um filtro artificial para limpar o sangue, é utilizado o peritônio, uma membrana que reveste os órgãos internos no abdômen. Por meio de um cateter flexível é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal, que é o banho de diálise. Quando o líquido é retirado do organismo, ele carrega junto as substâncias tóxicas. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento, realizada atualmente por centenas de milhares de pacientes no mundo todo, garante o Dr. José Rubens. Quando nenhum destes recursos traz resultados positivos, os médicos recomendam o transplante do órgão. Ainda a acrescentar, que você pode viver com um só rim. Ele sozinho consegue também limpar todo o sangue do corpo doze vezes por hora. Fontes: Sociedade Brasileira de Nefrologia Dr. José Rubens Rodrigues do Nascimento Reportagem de Janete Tir. |
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Os rins humanos têm o formato de grão de feijão, mas bem maiores. Eles medem, em média, 10 cm de comprimento, 5 cm de largura e 3 cm de profundidade. Em cada um deles existem mais de um milhão de pequenas estruturas chamadas néfrons, para filtrar as impurezas do corpo.
Ficam na altura da cintura, na parte de trás do abdômen, um de cada lado da coluna, protegidos pelas últimas costelas.