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Shakespeare, in "Sonetos" |
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COMPARAR-TE A UM DIA DE VERÃO?
Há mais ternura em ti, ainda assim: um maio em flor às mãos do furacão, o foral do verão que chega ao fim. Por vezes brilha ardendo o olhar do céu; outras, desfaz-se a compleição doirada, perde beleza a beleza; e o que perdeu vai no acaso, na natureza, em nada. Mas juro-te que o teu humano verão será eterno; sempre crescerás indiferente ao tempo na canção; e, na canção sem morte, viverás: Porque o mundo, que vê e que respira, te verá respirar na minha lira. William Shakespeare, in "Sonetos" Tradução de Carlos de Oliveira
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